Sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

Túnel do carpo é um canal formado por pequenos ossos situados no punho, por onde passam o nervo mediano e nove tendões responsáveis pela flexão dos dedos. A síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, decorrente do aumento da pressão pelo aumento do tecido sinovial.

 

Esse quadro é ocasionado principalmente por excesso de movimentos de flexo-extensão, isto é, a flexão e a extensão do punho, como escrever no computador, usar a máquina de calcular ou tocar instrumentos musicais. Também pode ter causa traumática, como quedas e fraturas, causa inflamatória e, ainda, causa hormonal - por isso, mulheres são mais sujeitas à síndrome no período do climatério ou durante a gravidez.

 

Sintomas da síndrome do túnel do carpo

 

O principal sintoma é a parestesia (sensação subjetiva na pele vivenciada com ausência de estimulação) que ocorre fundamentalmente no polegar, no indicador, no dedo médio e na face interna do dedo anular. É uma sensação de formigamento e dormência que se manifesta mais à noite por causa da retenção de líquido comum nesse período e a posição de flexão do punho durante o sono

 

Pode haver ainda a perda da sensibilidade ao manipular estruturas pequenas e executar tarefas simples do dia a dia como pegar pequenos objetos.

 

Como é feito o diagnóstico

 

Existem dois testes que ajudam a estabelecer o diagnóstico, que é basicamente clínico:

  • Teste de Phalen: consiste em dobrar o punho do paciente e mantê-lo fletido durante um minuto. Nessa posição, a pressão dentro do túnel do carpo aumenta de quatro a cinco vezes, e se houver compressão do nervo, os sintomas pioram.

  • Teste de Tinel: consiste em percutir o nervo mediano, o que provoca sensação de choque e formigamento se ele estiver comprometido.

Existe ainda um exame complementar para comprovação definitiva do diagnóstico, chamado eletroneuromiografia, que permite medir a condução sensitiva e motora do nervo mediano dentro do túnel do carpo. Outros exames também podem ser úteis como a Ultrassonografia ou a Ressonância magnética.

 

Se você apresenta os sintomas, procure um médico ortopedista especialista em mãos. Ele poderá fazer o diagnóstico e avaliar o grau de comprometimento da doença, podendo indicar a colocação de uma órtese ou uso de anti-inflamatório. Se for mais grave, poderá indicar o tratamento cirúrgico. 

 

Mãos dadas podem mais.

 

 

 

Dr. João Nakamoto

CRM  104.340

 

Formado em Medicina pela USP e especializado em Ortopedia e Traumatologia e em Cirurgia da Mão pela USP, responsável pelo Grupo de Mão e Microcirurgia da UNICAMP, médico do Núcleo de Cirurgia da Mão do Hospital Sírio Libanês e médico do Grupo de Mão do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

 

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