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Curiosidades sobre as mãos

 

O PEDIDO DA MÃO EM CASAMENTO

Uma tradição antiga, mas mantida até hoje, é a do noivo “pedir a mão” da pessoa amada em casamento. Esse pedido pode ser feito para o pai da noiva, como se fazia antigamente, ou diretamente para ela, possivelmente num lugar romântico e, quem sabe, até de joelhos. Além de “pedir a mão”, entra em cena o anel de noivado, que é colocado no quarto dedo da mão direita, o chamado dedo anelar, e, na cerimônia do casamento, é passado para o mesmo dedo, só que da mão esquerda. Esse anel costuma ser de ouro e simboliza a união eterna, já que ele não tem começo, meio ou fim.

 

Mas você já pensou qual o verdadeiro significado do “pedir a mão”?

 

Nem sempre o casamento ocorreu somente pelo amor entre os parceiros. Na antiguidade, as pessoas se casavam para iniciar famílias, de forma que a alimentação e a segurança era mais fácil em grupos maiores.

 

Na idade média acreditava-se que o casamento era o modo mais seguro de acumular e transmitir riquezas, deixar herdeiros ou construir patrimônios, de uma geração para outra. Antigamente, “pedir a mão” da noiva tinha a conotação de “adquirir” as mãos da noiva. As nossas mãos são pontos de contato e de interação, veículos do sentido do tato, com as quais exploramos o mundo e realizamos tarefas . O papel da mulher no casamento era o de cuidar integralmente da casa, dos filhos e do marido. Lavar, passar, limpar, cozinhar, servir, arrumar, dar banho nas crianças, vestir, alimentar, botar para dormir. Mãos que faziam sozinhas e que, apesar de não parar um minuto, ainda estavam dispostas a fazer um carinho no marido, cujas mãos trabalham, principalmente, fora de casa.

 

Nos dias de hoje, as mãos da esposa e do marido fazem cada vez mais coisas juntas, tanto trabalhos domésticos, como cuidados com os filhos, além do trabalho fora de casa. Mãos que se unem, se apoiam, se incentivam. Não existe regra que defina quem cozinha as refeições, por exemplo. Quem tem mais afinidade com cada atividade é quem as realiza. Algumas mãos cozinham melhor, outras são ótimas para lavar a louça e arrumar a cozinha. Não é melhor assim? “Dar as mãos” hoje é um símbolo de parceria, de carinho e de uniões muito mais felizes.

 

A ORIGEM DO ACENO

Um aceno é um movimento com a mão usado para cumprimentar o outro ou dizer adeus, ou para atrair a atenção de outra pessoa à distância.

 

Tipos diferentes de acenos

As pessoas costumam acenar levantando a mão e movendo-a de um lado para outro. Outro aceno comum consiste em levantar a mão e repetidamente mover os dedos para baixo em direção da palma da mão.

 

O aceno real, também conhecido como aceno de cortejo, aceno de desfile ou aceno de Miss, é um gesto de mão em que se usa "os dedos em concha" e "o antebraço balançando lado a lado" ou "a mão vertical com uma leve torção do pulso". O gesto é executado frequentemente, em graus diferentes, por diferentes membros da família real britânica, sinalizando realeza, classe, elegância, contenção e caráter.

 

A origem do aceno

 

Dizem que o aceno teve início na Grécia antiga. O registro mais famoso do gesto é o descrito na Ilíada, de Homero. Ao voltar de uma expedição, Ulisses é recebido assim pelos companheiros de acampamento.

Outros acreditam que sua origem esteja na necessidade de uma pessoa demonstrar à outra pessoa que estava desarmada: balançar as mãos seria um meio de mostrar que não havia armas escondidas na manga da camisa.

Seja qual for a sua origem, nada com um bom “tchauzinho” para simplesmente reconhecer a presença do outro.

 

O SIGNIFICADO DO APERTO DE MÃOS

Dar um aperto de mãos é um ato muito comum em todo o mundo, mas há fatos interessantes por trás deste costume. As pessoas o fazem de diferentes maneiras: há quem aperte a mão do outro de forma forte e confiante, há quem aperte de maneira leve e suave e há quem simplesmente... não aperte.

 

O livro “The Definitive Book of Body Language” (O livro definitivo da linguagem corporal), escrito por Allan e Barbara Pease, conta um pouco sobre os apertos de mão e os significados destes gestos.

 

O que significa as posições da mão na hora do cumprimento?

 

Quem estende a mão em direção ao outro com a palma virada para baixo busca ter o controle do encontro. O mesmo ocorre de forma inversa: quem posiciona a mão de forma inferior, com a palma voltada para cima, indica submissão.

 

Em apertos de mão feitos de forma lateral, em pose para foto, a vantagem é sempre da pessoa que fica do lado esquerdo do fotógrafo, pois o dorso de sua mão fica mais visível e encobre a mão da outra pessoa.

 

O cumprimento feito com duas mãos (uma mão apoiada sobre as outras duas que se apertam) demonstra intimidade e carinho, pois é uma forma de aumentar o contato físico. Segundo os autores do livro, esse aperto de mão é como se fosse um “abraço em miniatura” e deve ser dado apenas em situações em que um abraço seria aceitável.

 

Qual o aperto de mão ideal?

 

Para não intimidar a outra pessoa, é melhor estender a mão para o outro em posição vertical, demonstrando respeito e igualdade. Também é importante manter o contato visual e seguir a força do aperto que a outra pessoa indica, nem muito forte nem fraco demais.

 

FATOS INTERESSANTES SOBRE O POLEGAR

Foi o desenvolvimento dos polegares ao longo da história evolutiva do homem que permitiu que pudéssemos manusear os mais diversos instrumentos com facilidade e precisão. Isso permitiu o uso do fogo, a construção de abrigos, o desenvolvimento de desenhos e da escrita.

 

A principal característica do polegar é o fato dele ser opositor, ou seja, fazer oposição aos demais dedos, sendo capaz de realizar rotação de 90° e ficar perpendicular em relação à palma das mãos, o que permite que o homem segure e manipule objetos com firmeza, destreza e precisão.

 

Curiosidades:

- Embora mostrar o polegar para cima seja um gesto compreendido em boa parte do mundo como algo positivo, em alguns países o sinal é visto como um insulto.

- Durante a Guerra da Gália, o imperador Júlio Cesar ordenava que os polegares dos inimigos capturados fossem amputados, para que eles fossem incapazes de empunhar armas novamente.

- Do início do século XIII até meados do século XIX, negociantes molhavam os polegares com saliva e pressionavam uns aos outros para simbolizar que um negócio havia sido selado.

- Um estudo realizado na Universidade de Utah (EUA)revelou que, ao comprimir os dedos das mãos antes de dar um soco, protegemos os ossos dos braços contra possíveis danos provocados pelo impacto. Desta forma, os polegares tornam as mãos mais eficientes em situações de defesa e ataque.

 

BRAILLE: ENXERGAR PELAS MÃOS

Muitas mães e professoras de Educação Infantil devem conhecer a atividade de adivinhação: tudo o que precisamos para realizá-la é uma caixa opaca e objetos conhecidos da criança, sem que ela saiba o que foi colocado dentro. Ela deve colocar a mão dentro da caixa, escolher um objeto e dizer o que é sem retirá-lo da caixa.

 

Esta capacidade que as mãos tem de reconhecer ou identificar a forma e os contornos dos objetos através do tato, permitindo obter informações de peso, tamanho, textura e material, é chamada estereognosia.

 

Uma das aplicações mais interessantes desta capacidade das mãos é o sistema Braille, um alfabeto em que os caracteres são pontos em relevo. Combinando-se seis pontos salientes, é possível fazer 64 combinações representando letras, algarismos, sinais de pontuação e até notas musicais. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.

 

O código foi criado pelo francês Louis Braille (1809 - 1852), que perdeu a visão aos 3 anos e criou o sistema aos 16. Ele teve o olho perfurado por uma ferramenta na oficina do pai, que trabalhava com couro. Após o incidente, o menino teve uma infecção grave, resultando em cegueira nos dois olhos. O Brasil conhece o sistema desde 1854 e cerca de 400 mil pessoas leem Braille no nosso país.

 

Ou seja, são pessoas que enxergam através das mãos!

 

AS MÃOS DO HOMÚNCULO DE PENFIELD

O Homúnculo de Penfield foi descrito entre os anos 40 e 50 pelo Dr. Wilder Penfield, um neurocirurgião canadense.

 

É a representação da sensibilidade de cada uma das partes do nosso corpo, mostrando, de acordo com o tamanho, que há áreas em nosso corpo que são mais sensíveis ao estímulo do que outras. De acordo com estudos atuais, existem dois Homúnculos de Penfield: um sensorial e um motor.

 

A função motora das mãos

 

Elaborados pelo cérebro, os movimentos motores do nosso corpo são especialmente executados pelas mãos. No Homúnculo, além das mãos, a boca e os olhos são enormes, devido à maior especificidade na localização dos receptores e dos nervos motores.

 

O interessante é que a parte motora se desenvolve de forma diferente em cada ser humano, sendo única e pessoal, dependendo das habilidades que são mais treinadas.

 

A função sensorial das mãos

 

Nosso cérebro percebe o mundo de forma integrada, não separando os sentidos vindos das diferentes fontes sensoriais. Por isso, sabemos a importância de cada toque, que contribui para o desenvolvimento cerebral e emocional. Isso reforça o que acreditamos: Mãos dadas podem mais.

 

A HISTÓRIA DO ARTESANATO

O artesão transforma a matéria prima em produto acabado, usando as próprias mãos.

 

Como tudo começou

 

A história do artesanato tem início com a própria história do homem. O artesanato existe desde quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica ou descobriu a técnica de tecelagem, no período neolítico que data 6000 a.C.

 

Por muito tempo, a partir do século XI, existiam na sociedade organizações chamadas Oficinas, em que o mestre-artesão, detentor de grande conhecimento, ensinava as técnicas manuais a seus aprendizes. Também foram criadas as Corporações de Ofício, organizações em que cada mestre-artesão representava sua cidade ou região e assim podia proteger seus interesses socioeconômicos. 

 

Com a Revolução Industrial, houve certa desvalorização dos trabalhos manuais em detrimento da mecanização, que permitia a produção em escala.

 

O rico artesanato brasileiro

 

No Brasil, os índios foram os nossos mais antigos artesãos e suas técnicas são de estilo marcante como a cerâmica, pintura com tingimentos naturais, cestarias e arte plumária. 


O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e proporciona o sustento de muitas famílias e comunidades, sendo de extrema importância para a economia e para a cultura do nosso país.

 

Que as mãos dos artesãos estejam sempre fortes e saudáveis, para que continuem a fazer parte do folclore e a revelar usos, costumes, tradições e características de cada região.