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Mãos dadas podem mais

 

MÃOS DADAS AJUDAM A REDUZIR A DOR

É um instinto humano: em situações de dor ou medo, costumamos segurar a mão de outra pessoa para ter a sensação de segurança e conforto.

Os pesquisadores do Instituto de Ciência Cognitiva da Universidade do Colorado em Boulder investigaram o que acontece no cérebro quando damos as mãos.

Existe uma sincronização interpessoal

Através de eletroencefalogramas e outros monitoramentos, o estudo mostrou que, diante de uma situação de dor, o organismo de uma pessoa pode espelhar fisiologicamente as características do organismo de quem ela se importa, quando postas lado a lado. Suas ondas cerebrais, batimentos cardíacos e ritmo da respiração ficam em níveis semelhantes, o que foi chamado de sincronização interpessoal.

Essa sincronia atinge o ápice quando as pessoas estão de mãos dadas. Com isso, há também a redução da percepção de dor. Isso é muito interessante, não é?

A importância do toque

 

Uma das explicações para este resultado é que o toque na pele entre seres humanos é um dos grandes gatilhos para a produção de oxitocina, hormônio que ajuda a reduzir sentimentos de ansiedade, dor e estresse.

 

Por isso, quando você estiver enfrentando situações difíceis, dê a mão a quem você confia.

 

MÃOS QUE DOAM NUNCA FICAM VAZIAS

Tem pessoas que doam dinheiro, alimentos, roupas, brinquedos. Tem pessoas que doam tempo, atenção, carinho, trabalho. São mãos altruístas, dispostas a ajudar, sensíveis às necessidades dos outros. O espírito de solidariedade e cooperação alimenta a esperança de dias melhores.

 

Nós, seres humanos, temos um potencial extraordinário para o bem. E sentimos que fazer o bem faz bem, não só para quem recebe a boa ação, mas também para quem a realiza. A ciência comprova isso.

 

Como o cérebro processa o altruísmo

 

Através do mapeamento cerebral por ressonância magnética funcional, é possível verificar que eventos e atividades que nos causam prazer ativam determinadas partes do cérebro, que são chamadas de centros de recompensa.

 

Pesquisadores do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) observaram que a ativação destes centros de recompensa é tão intensa quando voluntários realizavam doações para instituições de caridade, quanto quando eles ganhavam dinheiro para eles mesmos.

 

O ato de fazer o bem ativa, de forma seletiva, duas regiões cerebrais - o córtex subgenual e a área septal – áreas relacionadas ao sentimento de pertencimento. Ou seja, quando uma pessoa age em favor de uma causa ou princípio importante, ela está ativando um sistema que foi desenvolvido ao longo de milhões de anos para promover os laços familiares e de amizade.

 

A relação entre generosidade e felicidade

 

Outro estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Lubeck, na Alemanha, e publicado na revista científica Nature, mostra que decisões generosas envolvem a área cerebral conhecida como junção têmporo-parietal e modulam a conectividade entre essa região e o núcleo estriado, relacionado com a felicidade.

 

Ou seja, o comportamento generoso traz significativos benefícios sociais e também individuais, contribuindo para que o indivíduo alcance a felicidade.