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Mãozinhas das crianças

 

LESÃO DE PONTAS DE DEDOS

Crianças não param um minuto, não é mesmo? E elas põem as mãozinhas em tudo: pegam, apertam, sentem e assim vão vivenciando o mundo que as cerca. Ao explorar o ambiente, por mais que os adultos supervisionem, de vez em quando elas se machucam.

 

E se a primeira coisa que elas usam são as mãos, não é de se espantar que um trauma comum na infância seja a “lesão de ponta de dedos”.

 

Uma causa frequente é o esmagamento das pontinhas dos dedos no fechamento de portas, gavetas e janelas.

 

São inúmeras as possíveis consequências desse tipo acidente. Desde lesões leves até graves, como a amputação da ponta do dedinho. São cortes, feridas, fraturas de falange (cada um dos pequenos ossos que formam os dedos), lesões de nervos e vasos ou acúmulo de sangue embaixo da unha.

 

Um hematoma embaixo da unha significa que houve ruptura do leito ungueal, que nada mais é do que aquela parte vermelha que fica abaixo da unha e que nós enxergamos pela transparência da própria unha.

 

Mesmo sem ferida, existe o edema (inchaço) e com isso o retorno venoso é prejudicado, causando dor e a sensação de um coração pulsando no dedo, principalmente quando a mão está pra baixo.

 

Mas afinal, o que vai acontecer com esse dedinho?

 

Se for uma lesão na pele, um curativo ou alguns pontinhos podem resolver. Se for uma fratura, uma tala bem firme vai unir o ossinho sem muitos problemas. Se for uma lesão embaixo da unha ou uma amputação, o médico ortopedista especialista pode optar por uma cirurgia.

 

O que fazer após uma lesão de ponta de dedo numa criança?

 

A primeira coisa a fazer é manter a calma, para não assustar ainda mais a criança. Limpe o ferimento com água e sabão e cubra-o com uma toalha limpa. Em seguida, deve-se procurar o pronto-socorro ou um médico ortopedista especialista em mãos.

 

Como posso prevenir esse tipo de acidente?

 

Para prevenção, existem dispositivos que funcionam como uma barreira contra o fechamento repentino de portas e janelas, evitando que as crianças prendam seus dedinhos. Use gavetas com freio e tenha cuidado com as correntes de ar pela casa, que fecham as portas com grande velocidade. Cuidado com as portas dos carros. E, claro, não tire o olho dos pequenos exploradores.

 

Quando precisar, procure um médico especialista que dê as mãos para sua família, oferecendo o cuidado e a atenção que seu filho e sua filha merece.

Porque mãos dadas podem mais.

 

FRATURA EM CRIANÇAS

Basta uma porta fechada repentinamente, um tropeço no ambiente doméstico, uma queda no escorregador do parquinho. Ao explorarem o mundo, em sua natural agitação, as crianças podem sofrer fraturas, sendo bastante comuns ocorrerem em seus dedinhos, punhos e antebraço.

 

Como identificar a fratura?

A dor é imediata, aumentando ao menor movimento. Pode haver deformidade aparente, inchaço, hematomas ou, ainda, movimentação anormal do osso. A criança costuma chorar bastante, mais do que depois de um tombo qualquer. Um outro indicio de fratura é a proteção que a criança passa a ter com o local, deixando de usar a mão ou deixando de apoiar o punho.

Diante da suspeita de fratura, o adulto deve ajudar a criança a deixar o membro imobilizado, aplicando gelo no local para alívio da dor e do inchaço, e levá-la imediatamente ao pronto atendimento para avaliação do ortopedista.

A criança vai ficar bem?

 

Na maioria dos casos, as fraturas em mãos e punhos de crianças são tratadas de maneira conservadora. Quando não há grandes desvios, são usadas talas de gesso, gesso circular ou gesso sintético para imobilização do local durante algumas semanas, de modo que ocorra a cicatrização óssea. Se há desvios significativos, antes da imobilização a fratura necessita de redução, isto é, os fragmentos ósseos precisam ser colocados no lugar através de uma manobra rápida feita pelo ortopedista especialista.

 

Contudo, em casos mais graves, como fraturas instáveis (aquelas que não ficam no lugar) ou expostas (onde há um ferimento na pele), fraturas que afetam nervos ou artérias, é necessária a internação da criança para realização de cirurgia. Podem ser usados pinos, hastes, placas ou fixadores para o adequado posicionamento dos ossos.

 

É tranquilizador saber que a criança tem uma capacidade de remodelação óssea maior que os adultos, por estar em fase de crescimento. Normalmente, com o passar dos anos, a cicatriz da fratura fica imperceptível em radiografias, mesmo perante os olhos do especialista.

 

O que fazer para uma boa recuperação?

Após o procedimento de emergência, é muito importante fazer o seguimento com um ortopedista especialista em mãos. Ele fará o acompanhamento da consolidação óssea através de exames periódicos de raio-x, certificando-se que os ossos estão cicatrizando no lugar e ângulo corretos, e indicará o momento certo da retirada do gesso, bem como a necessidade de fisioterapia para plena recuperação da força e movimentos dos dedinhos, punhos e bracinhos das crianças.

Conte com o apoio e orientação do especialista em mãos. Porque mãos dadas podem mais.

 

MALFORMAÇÃO NAS MÃOS DO BEBÊ

As malformações congênitas das mãos do bebê acontecem durante as primeiras 8 semanas de gravidez, na fase de embrião. Normalmente são identificadas ainda durante a gestação, através do exame de ultrassom morfológico, que permite visualizar o bebê dentro do útero. Porém, muitas vezes o exame não detecta pequenas lesões, que serão percebidas apenas após o nascimento.

 

Quando há alguma anormalidade naquelas pequenas mãozinhas, isso naturalmente gera uma grande preocupação aos pais. Afinal, todos projetam o melhor para o futuro de seus filhos e desejam que eles possam realizar tudo o que quiserem, sem perdas funcionais ou estéticas.

Malformações nas mãos são hereditárias?

 

Algumas malformações são hereditárias, isto é, são “transmitidas” pelos pais aos seus filhos. Alguns exemplos são a duplicação do polegar, deficiência central ou mão dividida, a polidactilia (quando a criança apresenta mais do que cinco dedos), algumas sindactilias (quando os dedos são unidos) e algumas mãos com deficiência radial.

 

Devo me preocupar com a saúde geral do meu bebê?

 

A maioria das malformações das mãos não se associa a problemas em outros órgãos, mas, em alguns casos, também pode envolver síndromes graves e complexas, com outras alterações como cardiopatias, malformações do tubo digestivo e do sistema nervoso central.

 

Quando procurar o especialista?

 

Procure um ortopedista cirurgião de mão o quanto antes. Ele poderá fazer o diagnóstico e orientar o melhor tratamento, com uso órteses e terapias especiais. e o momento ideal para a cirurgia, se necessária.

 

O tratamento é totalmente individualizado, conforme o tipo de deformidade, grau da perda da funcionalidade e comprometimento dos ossos, sendo que o objetivo principal do cirurgião é melhorar a função da mão, para aumento da amplitude e coordenação dos movimentos, além da melhoria da estética.

 

A correção das deformidades deve ser feita o quanto antes, pois os resultados funcionais na vida adulta serão melhores quando comparados à não correção ou a correções tardias.

 

Conte com a ajuda do especialista para vencer esta etapa sensível da vida do seu filho. Porque mãos dadas podem mais.