Mãos que doam nunca ficam vazias
- 19 de dez. de 2017
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de jun. de 2023

Tem pessoas que doam dinheiro, alimentos, roupas, brinquedos. Tem pessoas que doam tempo, atenção, carinho, trabalho. São mãos altruÃstas, dispostas a ajudar, sensÃveis à s necessidades dos outros. O espÃrito de solidariedade e cooperação alimenta a esperança de dias melhores.
Nós, seres humanos, temos um potencial extraordinário para o bem. E sentimos que fazer o bem faz bem, não só para quem recebe a boa ação, mas também para quem a realiza. A ciência comprova isso.
Como o cérebro processa o altruÃsmo
Através do mapeamento cerebral por ressonância magnética funcional, é possÃvel verificar que eventos e atividades que nos causam prazer ativam determinadas partes do cérebro, que são chamadas de centros de recompensa.
Pesquisadores do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) observaram que a ativação destes centros de recompensa é tão intensa quando voluntários realizavam doações para instituições de caridade, quanto quando eles ganhavam dinheiro para eles mesmos.
O ato de fazer o bem ativa, de forma seletiva, duas regiões cerebrais - o córtex subgenual e a área septal – áreas relacionadas ao sentimento de pertencimento. Ou seja, quando uma pessoa age em favor de uma causa ou princÃpio importante, ela está ativando um sistema que foi desenvolvido ao longo de milhões de anos para promover os laços familiares e de amizade.
A relação entre generosidade e felicidade
Outro estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Lubeck, na Alemanha, e publicado na revista cientÃfica Nature, mostra que decisões generosas envolvem a área cerebral conhecida como junção têmporo-parietal e modulam a conectividade entre essa região e o núcleo estriado, relacionado com a felicidade.
Ou seja, o comportamento generoso traz significativos benefÃcios sociais e também individuais, contribuindo para que o indivÃduo alcance a felicidade.
Mãos dadas sempre podem mais.
Fontes:

Dr. João Nakamoto
CRM 104.340
Formado em Medicina pela USP e especializado em Ortopedia e Traumatologia e em Cirurgia da Mão pela USP, responsável pelo Grupo de Mão e Microcirurgia da UNICAMP, médico do Núcleo de Cirurgia da Mão do Hospital SÃrio Libanês e médico do Grupo de Mão do Hospital das ClÃnicas da Faculdade de Medicina da USP.
