As mãos do Homúnculo de Penfield

O Homúnculo de Penfield foi descrito entre os anos 40 e 50 pelo Dr. Wilder Penfield, um neurocirurgião canadense.


É a representação da sensibilidade de cada uma das partes do nosso corpo, mostrando, de acordo com o tamanho, que há áreas em nosso corpo que são mais sensíveis ao estímulo do que outras.

De acordo com estudos atuais, existem dois Homúnculos de Penfield: um sensorial e um motor.


A função motora das mãos


Elaborados pelo cérebro, os movimentos motores do nosso corpo são especialmente executados pelas mãos. No Homúnculo, além das mãos, a boca e os olhos são enormes, devido à maior especificidade na localização dos receptores e dos nervos motores.


O interessante é que a parte motora se desenvolve de forma diferente em cada ser humano, sendo única e pessoal, dependendo das habilidades que são mais treinadas.



A função sensorial das mãos


Nosso cérebro percebe o mundo de forma integrada, não separando os sentidos vindos das diferentes fontes sensoriais. Por isso, sabemos a importância de cada toque, que contribui para o desenvolvimento cerebral e emocional. Isso reforça o que acreditamos: Mãos dadas podem mais.

Referência

Dr. João Nakamoto

CRM 104.340

Formado em Medicina pela USP e especializado em Ortopedia e Traumatologia e em Cirurgia da Mão pela USP, responsável pelo Grupo de Mão e Microcirurgia da UNICAMP, médico do Núcleo de Cirurgia da Mão do Hospital Sírio Libanês e médico do Grupo de Mão do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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